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Os mitos sobre a aquacultura

Os mitos sobre a aquacultura

Com o pescado de aquacultura a tornar-se cada vez mais comum, tanto nos circuitos de distribuição como no prato dos consumidores, tem havido um crescente receio em torno da sua qualidade. Este tipo de receios, surgem quase sempre associados a mitos que, embora pareçam credíveis, nem sempre correspondem á realidade, prejudicando assim um sector importante na economia do país e a imagem de um produto de qualidade.

 

Dos vários mitos que surgem acerca da aquacultura, vamos tentar desmitificar aqui, dois dos mais comuns e que,segundo a nossa opinião desencadeiam mais receios.

 

Mito 1 – A qualidade

 

Quanto ao valor nutricional, vários estudos indicam que o peixe de aquacultura é tão nutritivo quanto ao selvagem. No entanto e visto que o peixe de aquacultura têm uma alimentação equilibrada e regular, têm geralmente mais gorduras, gorduras essas insaturadas, ricas em ómega 3 e portanto benéficas à saúde humana. Relativamente ao sabor, o pescado de aquacultura de boa qualidade têm-se saído muito bem em provas cegas, sendo preferido quando comparado com o pescado selvagem. A frescura do pescado de aquacultura está garantida pelo facto de se poder controlar todos os aspectos de produção e de logística, nomeadamente a captura e o abate a pedido dos distribuidores e a sua rápida colocação nos circuitos de venda.

 

Mito 2 – A segurança

 

Existe uma crença que, tal como acontece com os animais de produção na agricultura, são administrados antibióticos para aumentar a produtividade. Ora isto não é verdade, pois o recurso a antibióticos é apenas usado para combater doenças provocada por bactérias patogénicas, tal como acontece com os seres humanos e que com o aparecimento de vacinas, tem diminuído o seu uso. Também se tem falado dos corantes dados aos salmões para obter a sua cor característica, ora a cor do salmão provém de corantes naturais, os carotenos, presentes em pequenos crustáceos como o krill dos quais se alimentam, e é fornecido exactamente o mesmo tipo de corante aos salmões de aquacultura através da ração. Outro aspecto em favor da aquacultura prende-se do seguinte: o produto de aquacultura é rigorosamente controlado, testado e rastreável, enquanto que o pescado capturado pode esconder perigos dissimulados como parasitas, contaminantes…

 

Convém ressalvar que a qualidade do pescado irá sempre depender das condições de produção, nomeadamente da qualidade da ração fornecida. Dito isto, é possível e até bastante comum produzir pescado em aquacultura com qualidade semelhante ou até superior à do selvagem, ao contrário do que se pode pensar.

 

As autoridades portuguesas, em sintonia com as políticas europeias, apoiam projectos que pretendam a produção sustentável de um pescado de qualidade, através de financiamento com o Programa Operacional MAR2020.

Dia mundial da Água: Elemento comum das atividades agrícola e aquícola

Dia mundial da Água: Elemento comum das atividades agrícola e aquícola

No dia 22 deste mês celebra-se o dia mundial da água, criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 21 de Fevereiro de 1993.

Com o aumento da população humana, da degradação do ambiente e das alterações climáticas, tem sido urgente promover a sensibilização para a salvaguarda dos recursos hídricos em todo o planeta, recursos estes cada vez mais parcos, degradados e em certas regiões de difícil acesso.

A agricultura, a pecuária e a aquacultura numa escala menor, são actividades humanas que consomem muita água, daí haver a urgência de adaptá-las eficientemente aos cenários actuais e futuros de disponibilidade deste recurso.

 

A água na agricultura

Não é surpresa para o cidadão comum ler e reler que a agricultura e a produção pecuária são os setores mais exigentes na utilização deste recurso. O plano Nacional da Água de Portugal faz referência a este facto, ao mostrar que 74,7% da água consumida em Portugal é consumida por estes setores.

No entanto, com o aumento da sensibilidade dos produtores e com o cenário previsto para o futuro de Verões mais secos e quentes, é possível assistir à mudança de mentalidades e ao esforço coletivo de poupança de água.

Para tal, aplicam-se práticas agrícolas como uma melhor gestão do solo através do enrelvamento e da mobilização mínima, utilizam-se novos métodos de produção, como a fertirrega gota-a-gota controlada e aparecem inclusive novas formas de produção, como a hidroponia, que permite um aproveitamento de água até 80% relativa ao modo convencional.

 

O impacto da aquacultura

Quanto à aquacultura, apesar de ser uma actividade intrinsecamente ligada à água, o impacto neste recurso tem sido menor, consoante o organismo produzido e a forma como é produzido. Por exemplo, a produção de bivalves em viveiros têm impactes ambientais menos graves e até pode ajudar a depurar a água, aumentando a qualidade desta. Por outro lado, o uso de gaiolas flutuantes com elevadas quantidades de peixes no seu interior ou outros métodos intensivos de produção podem afectar consideravelmente o ambiente em seu redor, daí a tendência em desenvolver métodos e sistemas que, para além de consumirem menos água, esta quando retorna ao meio ambiente venha em óptimas condições. A produção em circuito fechado onde a água é tratada, permite manter um padrão elevado da qualidade desta, limitando a necessidade da sua captação, resultando numa poupança considerável.

 

O melhor de dois mundos

A aquaponia é um modo de produção que alia a hidroponia, já de si sustentável no que diz respeito ao consumo de água com a aquacultura. Esta mistura de dois mundos resulta numa simbiose entre a agricultura e a aquacultura com notáveis contributos em termos ambientais, pois, para além de reutilizar a água, está é depurada de uma forma quase natural dispensando parte dos equipamentos e tratamentos necessários ao seu tratamento.

O aproveitamento de espaço, recursos e mão-de-obra tornam estas práticas cada vez mais interessantes na perspetiva de produtores e futuros produtores que procurem a inovação. No entanto, a necessidade de investimentos iniciais elevados, tornam-se com frequência um fator decisivo. Para tal, a Terra D’Ouro procura junto dos seus clientes encontrar a melhor solução que agrade todas as partes envolvidas.As autoridades portuguesas, em sintonia com as políticas europeias, dão relevada importância a projectos que pretendam usar os recursos hídricos de modo sustentável e cuidada, poupando este bem cada vez mais valioso, através de financiamento de projectos agrícolas com o PDR2020 e de projetos aquícolas com o MAR2020.

Salicórnia e algas – Substitutos naturais e saudáveis do sal?

Salicórnia e algas – Substitutos naturais e saudáveis do sal?

O sal, um mineral essencial à vida, tem de ser mantido em níveis para não se tornar prejudicial à saúde humana. Há muitos anos que se vê campanhas de alerta para o consumo excessivo do sal, excesso esse demasiado comum na dieta portuguesa. Com o desenvolver de actividades ligadas ao mar, tem surgido substitutos naturais do sal mais saudáveis, como por exemplo o consumo de algas ou plantas com um certo teor de sal como a salicórnia, apelidada de “sal verde”.

Um substituto para o sal

O problema não está no sal em si mas, no seu uso excessivo e, já que as mãos dos portugueses não se contêm na altura de temperar, o uso de outros alimentos já de si naturalmente salgados poderia ajudar a combater este flagelo. Para além de condimentar, a salicórnia, entre outras plantas terrestres tolerantes a ambientes salinos são ricas em outros nutrientes fundamentais como o iodo ou as vitaminas A, B, C, B12 e os ómegas 3. Substituir o sal, barato e abundante, por estes alimentos, mais caros mas muito benéficos, poderá ser uma solução no combate do consumo excessivo de sal.

O poder das algas marinhas

As algas marinhas também podem substituir o sal, principalmente devido ao facto de crescerem na água salgada e cujo sal fica retido na planta mesmo após o recurso a certas práticas de conservação como é a desidratação. Tal como a salicórnia, as algas também são uma fonte importante de nutrientes essenciais.

A produção de algas marinhas

A produção de algas recai no âmbito da aquacultura e deverá enquadrar-se num projecto que poderá ser financiado pelo MAR2020, pois são manifestamente muito dependentes do meio aquático para crescer, enquanto um projecto agrícola que visa a produção da salicórnia poderá obter financiamento no PDR2020. Agora, cabe ao promotor pedir aconselhamento técnico, primeiro passo a dar quando se pretende ingressar nesta actividade.

O caviar

O caviar

O caviar é uma iguaria associada à alta gastronomia, uma extravagância para uns, um ingrediente “gourmet” para outros e um luxo para muitos, podendo atingir valores a rondar os mil euros , preço por kilo. Apesar de os produtos da aquacultura serem vistos como inferior ao pescado selvagem, o caviar, muito valorizado e quase exclusivamente de origem de aquacultura, não padece deste rótulo ligeiramente depreciativo.

 

O que é o Caviar?

 

De um ponto de vista mais prático e menos faustoso, o caviar são as ovas de várias espécies de esturjão, um peixe primitivo considerado por muitos como sendo um fóssil vivo, um animal que evoluiu pouco ao longo de centenas de milhões de anos. Existem 25 espécies de esturjão, distribuídos por várias regiões do globo desde regiões tropicais a subárcticas, alimentam-se no leito de rios e na costa (maioria das espécies são anádromas) mas só algumas são usadas para a produção de caviar. Infelizmente, grande parte das espécies de esturjão estão em risco de extinção, o que em si eleva a importância da produção em cativeiro destes peixes de aspecto um pouco bizarro.

A produção de Caviar

 

A produção de caviar está profundamente enraizada na cultura de alguns países da Europa de leste e das ex-repúblicas do antigo bloco soviético. Em Portugal não existe uma conexão semelhante ao encontrado nesses países mas há potencial e já existe uma empresa portuguesa a produzir caviar,  com larga tradição nesta actividade. Uma produção no nosso país terá que ser forçosamente para a exportar, dado o valor do produto e a receptividade dos mercados no estrangeiro e este nicho económico tem espaço para mais empresas que se queiram instalar cá e produzir esta iguaria. O peixe em si também pode ser consumido e há quem o aprecie quase tanto como as suas ovas.

Um promotor que esteja interessado na produção de caviar deverá pedir aconselhamento técnico que é o primeiro passo a dar quando se pretende ingressar nesta actividade.

Fale connosco! Ajudamos na execução do seu projecto de aquicultura e nas possibilidades de financiamento existentes. Estamos aqui, para si!

Apoio à aquacultura biológica: Candidaturas Abertas

Apoio à aquacultura biológica: Candidaturas Abertas

Abriu no passado dia 28 de Dezembro, a fase de submissão de candidaturas ao regime de apoio à aquacultura biológica e à conversão para sistemas de ecogestão, a qual permanecerá aberta até ao dia 26 de Fevereiro de 2018. Tem por objectivo o desenvolvimento de uma aquacultura biológica ou eficiente em termos energéticos.

Aquacultura Biológica

A importância e valorização do termo “biológico” tem vindo a crescer a nível global. Em 2018, a procura destes produtos tende a aumentar por todo o setor agroalimentar, inclusive nos produtos marítimos.

Esta adaptação do biológico à aquacultura vem ao encontro do trabalho que tem sido realizado nos últimos anos para a desmitificação de a aquacultura ser uma atividade desequilibrada a nível de recursos e do ambiente.

Para compreender a importância de uma aquacultura biológica, é necessário avaliar todos os parâmetros que perfazem o sistema de produção, ou seja, a origem, a reprodução e o próprio desenvolvimento do espécime, de forma a que sejam respeitadas normas impostas para um maior aproveitamento estratégico de valorização do produto.

Destinatários

São susceptíveis de apoio as operações enquadráveis numa das seguintes tipologias: na conversão de métodos de produção aquícola convencionais para a aquacultura biológica e na
participação nos sistemas de ecogestão e auditoria da União (EMAS) criados pelo regulamento (CE) n.º 761/2001 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Março de 2001.

Orçamentos

A dotação orçamental, em termos de apoios públicos, é de dois milhões de euros e quem pode beneficiar são as empresas aquícolas que detenham um CAE 03210 (aquacultura em águas salgadas e salobras) ou 03220 (aquacultura em águas doces). Os apoios têm a forma de subvenção não reembolsável e o valor é apurado segundo os anexos I e II ao Regulamento anexo à Portaria n.º 117/2016, de 29 de Abril, no n.º 1 do artigo 4.º da citada portaria.

Terra D’Ouro

Como empresa de consultoria e prestação de serviços, a Terra D’Ouro possibilita aos seus clientes a elaboração e submissão da candidatura que permite o apoio à aquacultura biológica.

De forma a que seja possível ir ao encontro de um futuro mais sustentável, com uma maior valorização do seu produto e com a melhor solução para a sua situação, fale connosco! Estamos cá para si.

Consulta de interesse:

Autoridade do Programa Operacional MAR2020

www.mar2020.pt

Plano de avisos

http://www.mar2020.pt/wp-content/uploads/2017/12/Aviso_18.pdf

Portaria n.º 117/2016 de 29 de Abril

http://www.mar2020.pt/wp-content/uploads/2016/11/Portaria-117-2016.pdf

Portugal2020

www.portugal2020.pt/Portal2020/acesso-ao-balcao-2020

Balcão2020

https://balcao.portugal2020.pt/Balcao2020.idp/RequestLoginAndPassword.aspx