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No dia 22 deste mês celebra-se o dia mundial da água, criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 21 de Fevereiro de 1993.

Com o aumento da população humana, da degradação do ambiente e das alterações climáticas, tem sido urgente promover a sensibilização para a salvaguarda dos recursos hídricos em todo o planeta, recursos estes cada vez mais parcos, degradados e em certas regiões de difícil acesso.

A agricultura, a pecuária e a aquacultura numa escala menor, são actividades humanas que consomem muita água, daí haver a urgência de adaptá-las eficientemente aos cenários actuais e futuros de disponibilidade deste recurso.

 

A água na agricultura

Não é surpresa para o cidadão comum ler e reler que a agricultura e a produção pecuária são os setores mais exigentes na utilização deste recurso. O plano Nacional da Água de Portugal faz referência a este facto, ao mostrar que 74,7% da água consumida em Portugal é consumida por estes setores.

No entanto, com o aumento da sensibilidade dos produtores e com o cenário previsto para o futuro de Verões mais secos e quentes, é possível assistir à mudança de mentalidades e ao esforço coletivo de poupança de água.

Para tal, aplicam-se práticas agrícolas como uma melhor gestão do solo através do enrelvamento e da mobilização mínima, utilizam-se novos métodos de produção, como a fertirrega gota-a-gota controlada e aparecem inclusive novas formas de produção, como a hidroponia, que permite um aproveitamento de água até 80% relativa ao modo convencional.

 

O impacto da aquacultura

Quanto à aquacultura, apesar de ser uma actividade intrinsecamente ligada à água, o impacto neste recurso tem sido menor, consoante o organismo produzido e a forma como é produzido. Por exemplo, a produção de bivalves em viveiros têm impactes ambientais menos graves e até pode ajudar a depurar a água, aumentando a qualidade desta. Por outro lado, o uso de gaiolas flutuantes com elevadas quantidades de peixes no seu interior ou outros métodos intensivos de produção podem afectar consideravelmente o ambiente em seu redor, daí a tendência em desenvolver métodos e sistemas que, para além de consumirem menos água, esta quando retorna ao meio ambiente venha em óptimas condições. A produção em circuito fechado onde a água é tratada, permite manter um padrão elevado da qualidade desta, limitando a necessidade da sua captação, resultando numa poupança considerável.

 

O melhor de dois mundos

A aquaponia é um modo de produção que alia a hidroponia, já de si sustentável no que diz respeito ao consumo de água com a aquacultura. Esta mistura de dois mundos resulta numa simbiose entre a agricultura e a aquacultura com notáveis contributos em termos ambientais, pois, para além de reutilizar a água, está é depurada de uma forma quase natural dispensando parte dos equipamentos e tratamentos necessários ao seu tratamento.

O aproveitamento de espaço, recursos e mão-de-obra tornam estas práticas cada vez mais interessantes na perspetiva de produtores e futuros produtores que procurem a inovação. No entanto, a necessidade de investimentos iniciais elevados, tornam-se com frequência um fator decisivo. Para tal, a Terra D’Ouro procura junto dos seus clientes encontrar a melhor solução que agrade todas as partes envolvidas.As autoridades portuguesas, em sintonia com as políticas europeias, dão relevada importância a projectos que pretendam usar os recursos hídricos de modo sustentável e cuidada, poupando este bem cada vez mais valioso, através de financiamento de projectos agrícolas com o PDR2020 e de projetos aquícolas com o MAR2020.

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