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Moscas, besouros, borboletas, formigas, vespas… e claro, abelhas. Estes são apenas alguns dos nomes mais comuns que damos às mais de mil espécies que em Portugal desempenham um papel essencial na polinização.

Ao longo desta HortAmada, de forma a celebrar o dia 20 de maio, Dia Mundial da Abelha, falaremos um pouco sobre a importância dos polinizadores na agricultura.

 

Polinização

A polinização ocorre quando há o transporte de grãos de pólen desde as anteras, local de produção do mesmo, até ao estigma da flor.

Pode ser feita através do vento, anemófila, da gravidade ou dos animais, entomófila.

A polinização anemófila dá-se em plantas que soltam grandes quantidades de pólen para serem dispersos pelo vento. Como não necessita de atrair os animais, normalmente são flores sem cheiro e com pétalas e sépalas muito pequenas. Exemplos de plantas com polinização entomófila são o pinheiro e a nogueira.

A polinização entomófila dá-se em plantas cuja flor tem cores vivas ou cheiros atrativos aos nossos polinizadores que, ao pousarem, levam nos membros o pólen das flores. Alguns exemplos de plantas cuja polinização é entomófila são a laranjeira e o alecrim.

A estes tipos de polinização, chama-se polinização cruzada.

Quando a mesma planta ou flor tem ambos os órgãos reprodutores, é possível que a planta realize a autofecundação, como é o caso do milho.

 

Polinização na agricultura

Quando o objetivo é a obtenção do fruto ou da semente, a polinização é essencial na agricultura.

Para tal, muitos produtores recorrem à instalação de apiários para o “dois em um”, polinização com o mel como subproduto.

No entanto, não são só as nossas pequenas amigas que permitem a polinização. Prevê-se que 25-50% das visitas às flores são feitas por polinizadores que não sejam abelhas, levando a que a falta dos mesmos implicasse uma queda acentuada de flores fecundadas.

 

Como ajudar os polinizadores?

Agora que é possível perceber a importância dos polinizadores, podemos tomar medidas para auxiliar a sua presença na nossa horta!

– A criação de locais de abrigo, como estruturas de madeira ou pedra que tenha no seu jardim;

– A disposição de alimento, através da colocação de algumas flores silvestres na periferia da horta;

– E, muito importante, a possibilidade de viverem. O uso excessivo de fitofármacos prejudica a biodiversidade da sua horta e mata/afasta os polinizadores.

Feliz dia da Abelha!

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