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É mais ou menos consensual, que a marca Portuguesa é sinónimo de qualidade tanto nacionalmente como internacionalmente. A procura pelos produtos portugueses nas vertentes turísticas e agro-alimentares cresce de ano para ano e a prova disso está na procura do nosso território e no aumento da exportação de produtos nos últimos anos.

No entanto, quando consultadas as estatísticas referentes às produções portuguesas, assistimos que são vários os sectores, dentro da produção agrícola, que carecem de produtos, levando a que o consumidor final seja encaminhado a comprar produtos internacionais.

 

Porquê rentabilizar a sua produção:

Devido à exigência de investimentos, esta opção de acrescentar valor ao produto é, muitas vezes, colocada de parte. No entanto, é importante analisar os dados existentes:

• Em 2015, Portugal exportava amêndoa fresca, com casca, em quantidades a rondar as 1.100 toneladas, importando apenas 280, cerca de 4 vezes menos;

• No mesmo ano, assistimos à importação de cerca de 2.200 toneladas de amêndoa sem casca, quase o dobro da importação Portuguesa que ronda as 1.300 toneladas.

Em 2016, a diferença do produto transformado aumenta. Importamos 3.000 toneladas para exportar cerca de 650 toneladas. No fruto fresco, verifica-se o contrário, exportamos mais e importamos menos.

Esta informação é de interesse, pois os produtores portugueses vendem o produto fresco, com menos valor (a amêndoa com casca foi vendida a 0,70€/Kg, segundo o SIMA, nesta semana) e a compramo-lo a mercados internacionais já transformado e valorizado (segundo os mesmos dados do SIMA, a amêndoa sem casca é vendida a 6€/Kg).

Este acontecimento verifica-se em vários sectores agro-industriais como as conservas.

Assim, concluímos que Portugal tem os produtos de qualidade, no entanto, tem pouca capacidade, interna e externa, de transformar e apresentar os seus produtos, descurando este “nicho” de mercado.

 

Como rentabilizar a sua produção

Nos dias que correm, o avanço tecnológico dedicado à agro-indústria foi aumentando gradualmente de forma a dar resposta à procura crescente de alimentos. Assim, a nível de equipamento, o produtor não deverá ter problemas em encontrar o que mais se adapta ao pretendido.

O maior problema imposto será o investimento a realizar.

O equipamento, a mão-de-obra e a energia gasta são factores a considerar quando a opção de transformar os produtos é sujeita a discussão, pelo que o produtor deverá estar preparado para suportar esses gastos.

 

Apoios disponíveis

De forma a tentar resolver esta questão, o PDR2020 oferece duas operações no âmbito da medida 3 – “Valorização da produção agrícola” que permite um apoio em valor não reembolsável até um milhão de euros, com taxa mínima de 20%, podendo ser majorado até 45% em determinadas regiões.

Dentro do apoio disponível, são elegíveis despesas de imóveis, equipamentos, máquinas, energias renováveis, software, estudos de viabilidade, projetos de arquitectura e engenharia, entre outros.

Gostaria de saber mais sobre estas medidas? Fale connosco! Na Terra D’Ouro criamos um serviço personalizado a cada um dos nossos clientes, de forma a encontrar a melhor solução para si.

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