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O sal, um mineral essencial à vida, tem de ser mantido em níveis para não se tornar prejudicial à saúde humana. Há muitos anos que se vê campanhas de alerta para o consumo excessivo do sal, excesso esse demasiado comum na dieta portuguesa. Com o desenvolver de actividades ligadas ao mar, tem surgido substitutos naturais do sal mais saudáveis, como por exemplo o consumo de algas ou plantas com um certo teor de sal como a salicórnia, apelidada de “sal verde”.

Um substituto para o sal

O problema não está no sal em si mas, no seu uso excessivo e, já que as mãos dos portugueses não se contêm na altura de temperar, o uso de outros alimentos já de si naturalmente salgados poderia ajudar a combater este flagelo. Para além de condimentar, a salicórnia, entre outras plantas terrestres tolerantes a ambientes salinos são ricas em outros nutrientes fundamentais como o iodo ou as vitaminas A, B, C, B12 e os ómegas 3. Substituir o sal, barato e abundante, por estes alimentos, mais caros mas muito benéficos, poderá ser uma solução no combate do consumo excessivo de sal.

O poder das algas marinhas

As algas marinhas também podem substituir o sal, principalmente devido ao facto de crescerem na água salgada e cujo sal fica retido na planta mesmo após o recurso a certas práticas de conservação como é a desidratação. Tal como a salicórnia, as algas também são uma fonte importante de nutrientes essenciais.

A produção de algas marinhas

A produção de algas recai no âmbito da aquacultura e deverá enquadrar-se num projecto que poderá ser financiado pelo MAR2020, pois são manifestamente muito dependentes do meio aquático para crescer, enquanto um projecto agrícola que visa a produção da salicórnia poderá obter financiamento no PDR2020. Agora, cabe ao promotor pedir aconselhamento técnico, primeiro passo a dar quando se pretende ingressar nesta actividade.

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