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Ibraim Barbosa

Localizada na região fronteiriça de Guarda com Espanha, a histórica aldeia de Almeida destaca-se das restantes aldeias portuguesas devido à sua construção fortificada que, vista de cima, lembra uma estrela de doze pontas a salvaguardar um núcleo de habitações.

 

História

Muito esforço e dedicação passou pelas paredes que ainda hoje se encontram orgulhosamente erguidas e prontas para servir o seu propósito como protectoras do povo.

Tudo começou quando, no ano 61 a.C presumidamente, um grupo de romanos ocupou a zona. Com o passar do tempo, com a ocupação dos Árabes, passou a ser conhecida como Al-mêda (a mesa) devido à sua localização e foi construído aí um pequeno castelo.

Em 1190 foi conquistada pelos Cristãos mas foi apenas em 1297 com o Tratado de Alcanizes que se tornou oficialmente de posse Portuguesa. Assim, até ao reinado de D. Manuel I (1495-1521) que mandou duplicar a linha de muralhas, era possível assistir à estrutura primária de Almeida que incluía apenas o castelo e quatro torres que uniam a muralha entre si.

Devido ao seu interesse estratégico, Almeida era constantemente focada, o que levou à sua firme renovação e modernização, tornando-se um monumento de Praça-forte. No entanto, foi em 1810 com a cerca por parte das tropas francesas que a Aldeia de Almeida foi conquistada, sendo a mesma recuperada poucos meses depois pelas tropas luso-britânicas.

Assistiu ainda às Guerras Liberais entre D. Pedro IV e D. Miguel ao servir como prisão para cerca de mil e quinhentos políticos.

Foi apenas em 1927 que, Almeida deixou definitivamente de exercer funções militares, tornando-se Monumento Nacional no ano seguinte, em 1928.

 

O Passado no Presente

Hoje é possível visitar e, no final de Agosto, reviver o Cerco de Almeida de 1810 através da recriação histórica do mesmo.

Existe ainda um museu inaugurado em 2009 com sete salas, cada um representando os principais acontecimentos passados em Almeida, desde a pré-história até à Primeira Guerra Mundial.

Visite Almeida e veja os seis baluartes, cortinas e revelins que perfazem a muralha, passe pelas Portas de Santo António e São Francisco e descubra as portas falsas, o Quartel das Esquadras, as Casamatas e os fossos que cercam a muralha.

Todos estes elementos carregam sobre si séculos de história de Portugal que espera para ser contada e recontada.

Visite, partilhe e reviva Portugal! Nós cá vamos, turistando por aí…

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